segunda-feira, 16 de julho de 2007


Já estou a 2 semanas sem aparecer...Talvez hj eu tenha tanto para escrever que não sei por onde começar.

Continuo sentindo muita falta do meu filho, é uma saudade que parece arrancar pedaços de mim... já está na hora dele voltar, pois estou com o coração despedaçado.

Meu marido me faz cada dia mais feliz e apaixonada por ele, talvez daqui para frente seremos realmente felizes, tenho que admitir que estes primeiros dois anos foram conturbados e difíceis de suportar, mas já passou e parece que estamos em lua de mel...rsrsrsrs....

Vinho ???????? Vem fazendo parte da desta fase da minha, principalmente acompanhado de uma boa companhia... Nesse caso a grande e boa companhia é minha amiga Flávia, que tem sido muito conviver. Não que somos cachaceiras ou "viciadas", mas não tem nada melhor que um bom vinho, boa conversa e bons amigos...


Mãezinha: escolhi um poema de Carlos Drummond de Andrade, chamado PARA SEMPRE, para explicar o que sinto por ela....

Por que Deus permite

que as mães vão-se embora?

Mãe não tem limite,

é tempo sem hora,

luz que não apaga

quando sopra o vento

e chuva desaba,

veludo escondidona pele enrugada,

água pura, ar puro,

puro pensamento.



Morrer acontece

com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.

Mãe, na sua graça,

é eternidade.

Por que Deus se lembra

- mistério profundo -

de tirá-la um dia?

Fosse eu Rei do Mundo,

baixava uma lei:

Mãe não morre nunca,

mãe ficará sempre

junto de seu filho

e ele, velho embora,

será pequenino

feito grão de milho.

Maninha, quem dera se sua inocência ainda fosse a mesma e que vc não crescesse nunca, assim sempre seria a minha, cachinhos de ouro.

Não tenho explicação óbvia para ter escrito tudo isso, apenas é tudo o que me aconteceu neste período.